Como será o futuro da computação? 1

Imaginar o futuro da computação e da tecnologia é imaginar como será o próprio mundo daqui a algumas décadas. Já faz algum tempo que superamos o ritual que separava a vida “real” da “virtual”: ligar o computador, esperar a inicialização do sistema, conectar à internet (ou abrir um arquivo) e só aí interagir de forma mais intensa com o mundo dos bits e bytes.

Hoje, a internet está em nossos bolsos, no telefone celular que nunca desligamos, capaz de entregar uma mensagem de texto ou imagem praticamente em tempo real. Talvez não seja mais exagero dizer que nossas vidas estão em nossos smartphones.

Dissolução de fronteiras

Internet das coisas, gadgets vestíveis, computação em nuvem (cloud computing), inteligência artificial, computação quântica: essas são as principais apostas dos especialistas que tentam prever como será o mundo digital daqui a algumas décadas. Em termos gerais, o futuro da informática passa (muito) provavelmente pela convergência entre o “físico” e o digital – e, com ela, pela crescente dificuldade de identificarmos fronteiras entre um e outro.

Para além do formato que a tecnologia assumirá, é provável que cada vez mais nos vejamos diante de questões legais e éticas. Que controle cada um terá sobre os próprios dados e imagem (discussão já em pauta no mundo todo)? Robôs como chatbots podem se passar por atendentes “reais”? Mesmo que máquinas assumam nossas tarefas mais repetitivas, que grau de autonomia daremos a elas? E caso se torne quase impossível distinguir humanos de máquinas ou códigos, os seres digitais terão os mesmos direitos que nós?

Questões como essas, em que a tecnologia se encontra com a filosofia, são temas de pesquisas e obras artísticas há bastante tempo: do clássico 2001 – Uma odisséia no espaço a seriados de sucesso recente, como Black Mirror e Westworld, isso para ficarmos apenas no mundo do cinema e da televisão.

Computação quântica

Em termos mais técnicos, os computadores quânticos são a aposta de muitos especialistas para a informática do futuro. Alguns laboratórios já trabalham no desenvolvimento dessas máquinas, que serão muito mais ágeis na solução de problemas do que os computadores tradicionais. Isso porque elas devem superar uma das questões mais básicas da computação: enquanto o bit convencional pode assumir o valor 0 ou 1, o bit quântico (qubit) carrega mais informações e lida com dados complexos de forma mais rápida e eficiente.

A forma como a informação é armazenada e transmitida também muda radicalmente na computação quântica: uma das linhas de desenvolvimento trabalha com partículas de luz (fótons); outras preveem que os dados serão guardados e trocados por meio de elétrons e átomos.

Você pode ler mais sobre computação quântica nesta matéria da BBC.

Para uma discussão mais filosófico-existencial, recomendamos esta entrevista do El País com o estudioso sueco Nick Bostrom.

One Comment

  1. As vezes me pergunto como eu conseguia trabalhar sem tecnologia, no ano de 2002 eu exportava vídeos em computadores com processadores Pentium 4, que trabalhava com até 2 GHz, considerado super rápido… 16 anos depois é impressionante como tudo mudo!

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